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RIMAS

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BOCAGE (Manuel Maria Barbosa du).— RIMAS. Terceira edição. Lisboa. M:DCCCVI e M.DCCCXIII. Na Of. de Simão Thaddeo Ferreira. 9,5x14,5 cm. 2 vols. 351-I e 368 págs. E.

“Ainda que, a despeito da opinião de alguns, menos imparciais que invejosos, julgo mui superior a este Segundo Tomo das minhas Poesias, reimprimo o inferior, para, confrontado com o outro, mostrar qual tem sido os progressos do meu espirito nesta bella Arte a que me dei; e havendo substituidonovas producções a varias que publicára por condescendencia, espero que a reimpressão seja por isso mais grata ao Leitor.” — Retirado de Ao Leitor, primeiro volume.

Terceira edição deste conjunto de Rimas.

Rimas de Manuel Maria de Barbosa du Bocage é a obra que espelha o génio e a vida do autor. Publicada em três volumes, é um prenúncio da poesia pré romântica com uma escrita transgressora, emotiva, em busca da liberdade, como viveu o próprio Bocage.

As Rimas foram redigidas durante 13 anos. O primeiro Tomo foi publicado em 1791 mas, revelando ainda alguma imaturidade de Bocage foi revisto e teve nova edição em 1794. O segundo volume foi publicado em 1799 e o terceiro e último em 1804.

Escrita num século abalado nas suas fundações, quer reais (Lisboa fora soterrada pelo terramoto de 1755), quer intelectuais (decorria o “Século das Luzes” em que o homem acreditou que emergia da ignorância, para uma era iluminada pela luz da razão), esta obra dá voz aos ideais que começavam a moldar o novo mundo da Revolução Francesa de 1789.

Com a sua poesia de intervenção social, Bocage provocava as autoridades dominantes, sobretudo a religiosa, clamando pela liberdade. Nas Rimas, Bocage deixa transparecer uma escrita de emotividade e uma formação clássica mas que se liberta deixando antever o estilo romântico que dominará Portugal no século XIX. (...)” — retirado de Ensina. RTP.

Encadernações da época em inteira de pele decoradas a ouro nas lombadas. Vestígios de bicho inactivo, nas pastas das encadernações dos dois volumes, e folha de guarda e das três folhas que se lhe seguem, sem prejuízo de texto. O frontispício do primeiro volume, tem um corte, com falta de papel, em forma de rectângulo, no pé da página. Carimbo de posse, a óleo, sendo que no primeiro volume vem: na página de Ao Leitor, página 15, página 95; no segundo volume: no frontispício, na VI página inumerada e página 15.

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