MEDICINA CURATIVA OU O METODO PURGANTE

MEDICINA CURATIVA OU O METODO PURGANTE

18268-LL-008


LE ROY.— MEDICINA CURATIVA OU O METHODO PURGANTE dirigido contra a causa das enfermidades, e analysada nesta obra por... Cirurgião Consultante. Traduzida do Francez. Lisboa. Na Impressão Regia. 1826. 14,5x20,5 cm. XIV-287-I págs. E.

“A Arte de curar he dirigida por este methodo a hum só, e unico principio, que a Natureza parece ter revelado. Mas fazia-se necessario que fosse bem conhecido, e examinado a fundo. Ha Pelgas, antigo Mestre em Cirurgia, e que no espaço de mais de quarenta annos se applicou todo á pratica de sua Arte, que se pode olhar incontestavelmente como o Auctor da descoberta da Causa das molestias. He elle o primeiro, que reconheceo os meios mais promptos, e mais efficazes para destrui-las, qualquer que fosse seu caracter, ou denominação, e para prevenir as molestias, objecto principal do cuidado do Medico, que ajunta á probidade a sciencia de sua Profissão (...) Eu, genro deste Patraico, tenho adoptado as verdades, que elle publicou; (...)” retirado do Prefacio do Editor.

Do sítio da Associação Paulista de Medicina:

"Interessantíssimo livro apócrifo, traduzido do francês e analisado por Le Roy, pseudônimo de um "cirurgião consultante”. A obra chega a impressionar, pois nela, para todos os males do corpo, sejam quais forem (dor de dente, parto difícil, sarampo, pleurite, câimbra, afecção dos olhos etc.), o tratamento é por meio de purgantes, "porque todas as afecções não são outra cousa que huma situação opposta ao estado de saúde.

Portanto, cumpre sempre evacuar a origem da causa, único meio de aniquila-las todas, conforme o axioma: tirada a causa cessa o afeito” (p. 55). E, o que mais chama a atenção, se o paciente não melhorar, dá-se a ele mais purgante: "Todas as vezes que o doente não melhora com o vomitório-purgante, deve-se dar hum gráo de purgativo sufficientemente energico, para que produzão abundantes e numerosas evacuações; porque nos casos perigosos ou de dores insuportáveis deve provocar-se de alguma sorte huma continuidade de evacuações e sem interrupção, que são indispensáveis para remover o perigo” (p. 237).

Interessante notar também que, se a doença é do estômago para cima, dá-se vomitórios; se do estômago para baixo, purgantes; mas o autor anônimo adverte que o ideal, para todas as doenças, é o vomitório-purgante, e quanto mais grave a moléstia, mais numerosas e mais fortes devem ser as doses."

Encadernação da época em inteira de pele, decorada a ouro na lombada.