FRANCO-ATIRADOR

FRANCO-ATIRADOR

15998-B1
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QUADROS (António).— FRANCO-ATIRADOR. Ideias, Combates e Sonhos. Espiral. Lisboa. 1970. 16,5x21 cm. 240-IV págs. B.

“O que é um franco-atirador? Que significa a analogia? O franco-atirador é um homem que não faz parte dos exércitos regulares. Não é um mobilizado e não é um mercenário. É um homem que não anda com as massas, com os partidos e com os grupos de pressão. É um homem da terra, um homem que ama a sua terra, um homem cujo sentido de justiça e cuja ânsia de liberdade não obedecem a receitas, a ‘slogans’, a palavras de ordem. É um homem de paz, também. Um homem de paz não é um homem incapaz de combater: é um homem que só pega na sua espingarda quando vê ameaçadas aquelas coisas que ama e são as razões de ser da sua vida. Acusam o franco-atirador de ser um individualista, um solitário, um homem de perigosas iniciativas. Isto é capaz de ser verdade. Mas a opção contrária envolve um risco ainda maior. As pessoas começam por se juntar para uma grande acção solidária, para um grande empenhamento colectivo, e a certa altura dão por si, como escravos, a trabalhar contra a sua própria consciência — ou com ela tão adormecida já que os seus actos são automáticos, sem liberdade e sem verdade (...)”.  — retirado da Introdução.

Primeira edição.

Valorizado pela dedicatória do autor. Badana traseira com falta de papel.