ECOS DE PARIS

ECOS DE PARIS

10349-L2
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QUEIRÓS (Eça de).— ECHOS DE PARIZ. Porto. Livraria Lello & Irmão — Editores. 1945. 10,5x17 cm. 258-II págs. B.

Eça de Queiroz retira a auréola luminosa da cidade Luz, fazendo questão de comentar os seus aspectos mais negativos. Em toda a sua narração, Eça aproveita para alfinetar a sociedade francesa, bem como faz questão de mostrar  o pouco interesse que o povo francês guarda da Revoluão de 1789: “Paris está amuado com a República. E, para mostrar bem visivelmente o seu despeito, não embandeirou, não iluminou, não dançou, e não berrou, na festa nacional de 14 de Julho. Nunca tivemos, com efeito, um 14 de Julho mais silencioso, mais apagado, mais vazio, mais descontente; accrescento que o sol também amuou  e o horisonte todo appareceu colgado de  longas e fuscas nuvens de crépe. Nas ruas, desertas, com a sua poeira imperturbada, só aqui e além alguma bandeira ricolor pendia, esmorecida, da varanda das repartições ou dos cafés (...).”(pág. 62)

Capa da brochura denotando uso.