DEBATE INOPORTUNO

DEBATE INOPORTUNO

12391


FARIA (Dutra).— DEBATE INOPORTUNO. Segunda Edição. Edição do Autor. (1962). 11,5x18 cm. 99-III págs. B.

“Solicitado cada vez mais pelo que tem de apaixonante e de absorvente o jornalismo de informação, estava tranquilamente a deixar enferrujar a minha pena de jornalista político quando os olhos me cairam sobre o livro que acaba de publicar o Dr. Manuel José Homem de Mello — Portugal, o Ultramar e o Futuro. Afigurou-se-me este livro terrìvelmente desnorteador na medida em que pretende convencer os Portugueses de que, para Portugal e para o Prof. Salazar, a alternativa que se põe de momento, quanto ao problema das nossas províncias africanas, não é entre o abandono e a resistência. Na ingénua opinião do autor do livro ( e chamo-lhe ingénua, só para mais severamente não o classificar) a promessa ou o plano de uma independência a conceder a mais ou menos longo prazo bastariam, ao que parece, para plenamente satisfazer e aquietar todos os que, dentro e fora dos muros da ONU, para as províncias ultramarinas portuguesas exigem, em altos clamores, a independência imediata (...)”.

Do índice: Prefácio; I - Ceder não é difícil; II - Não estamos sòzinhos; III - O Brasil nem  sempre é argumento; IV - Ironia de mau gosto; anexos.