Gravura - DE SANTO ANTÓNIO A OLIVEIRA SALAZAR. POR PORTUGAL.

DE SANTO ANTÓNIO A OLIVEIRA SALAZAR. POR PORTUGAL.

17422-L1-001
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TAVEIRA (Miguel).— DE SANTO ANTÓNIO A OLIVEIRA SALAZAR. POR PORTUGAL. Pérolas para Porcos. Fernando Pereira-Editor. Lisboa. [1980]. 17x24 cm.  301-III págs. E.

“Ontem como hoje, a História ensina-nos que, aos períodos de opulência e bem-estar social, se seguem outros, que deles emergem, em que os princípios basilares de outrora são tidos por bolor ultrapassado, quando não por bacilo nefasto que tem de ser ‘esterilizado’. (...) Num país com uma população continental diminuta como é Portugal, (é comparável à da cidade de Londres!), nem por isso deixamos de encontrar bem marcadas, a passagem de muitas épocas, de muitas paixões, politico e economicamente distintas, e até adversas. (...) Preferi buscar textos de reconhecidos poetas e prosadores, homens de letras e de ciência, antigos responsáveis pela ‘cousa pública’, Homens, como tal sobejamente conhecidos, que através das suas vidas de portugueses, nos deixaram os seus escritos e ensinamentos. (...)
Textos escolhidos entre os escritos de Santo António, Oliveira Martins, Eça, Camilo, Gomes Leal, Junqueiro, Ramalho, Padre António Vieira, Antero, Pessoa, António Sardinha, Almada Negreiros, António Botto, Bernardes, Bocage, Herculano, Rolão Preto, Garrett, Feliciano Castilho, Fialho de Almeida e muitos outros.
A abrir, está o texto de Guerra Junqueiro, retirado do livro Pátria, que começa assim: “Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de miséria, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia de um coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalépsia ambulante, não se lembrando nem de onde vem, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como um lampejo misterioso da alma nacional, — reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...)”.

Encadernação editorial.