NOVA RENASCENÇA (nº3)

NOVA RENASCENÇA (nº3)

19755-001
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NOVA RENASCENÇA. Revista trimestral de Cultura. Propriedade da Associação Cultural "Nova Renascença". (Porto. 1981). nº3 Primavera de 1981. 16x23,5 cm. B.

“Vejo a primeira ‘Renascença’ — e sua Faculdade de Letras — como tendo procurado um centro a Portugal e o encontrado num ‘indefinível vivido’, aquele a que José Marinho, em alargamento total, chamou de ‘insubstancial substante’. Olho a segunda — e sua Faculdade … como desejando definir o que é periferia portuguesa, nesse outro indistinto a fixando em que constrói Portugal, com chineses, malaios e japoneses, com muçulmanos e judeus, com africanos e ameríndios, e até com europeus, aquela concreta tessitura de ‘vida conversável’ sempre renovada e aberta, de que falou, num momento supremo de cultura, o Pero Lopes em costas do Brasil. Gosto de imaginar uma terceira — e lhe seja Faculdade o Mundo — em que periferia e centro se confundam, em que lembrança e projecto num mesmo tronco floresçam, em que abstracto e concreto uma só estátua, e animada, formem, em em que o Deus que adoremos seja o de Tudo e Nada, sempre em nós, de nós, a nós, por nós, voltando num perpétuo e momentâneo e parado mover-se de imanência e transcendência, como em simultâneas sístole e diástole: só então Portugal, por já não ser, será.” … retirado de Mensagem, de Agostinho da Silva.

Terceiro número desta publicação trimestral de enorme relevo na vida cultural portuguesa desta década, de variadíssimas temáticas  e colaborada por todos os grandes nomes da sua poesia e prosa, como Agostinho da Silva, Sant’Anna Dionísio, António Salgado Júnior, José Augusto Seabra, Albano Martins, Norma Backes Tosca, Nelson de Araújo, João de Araújo Correia, Joaquim Romero de Magalhães, Jacinto de Magalhães, Francisco Laranjo, Ruy Cinatti, Pinharanda Gomes, Afonso Botelho, Lidia Jorge, Diogo Alcoforado, Eugénio Lisboa, Lima de Freitas, entre muitos outros.

Neste número: Um Poema da Juventude, por Mário de Sá-Carneiro, Identité Culturelle et Nouvel Ordre Culturel Mondial, por Vitorino Magalhães Godinho, A Temática do Adultério n’O Primo Bazilio, por Carlos Reis, etc