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COMUNICAÇÃO

15110-B

CORREIA (Natália).— COMUNICAÇÃO em qve se da noticia dvma cidade chamada vlgarmente Lvsitania atraves algvns fragmentos dos Oxyrhynchus Papyri, interpretados pela avtora qve deseiando ivlgar o sev tempo ovsov ler no passado a signa do presente. (Contraponto. S.d.). 16x21,5 cm. 17-II págs. B.

“Recentes excavações feitas no Sudoeste da Europa confirmam a existência duma cidade soterrada — a Lusitânia. Os arqueólogos seguiram a traça oferecida pelos mitos e pelas legendas antigas, fundamentando-se principalmente num poema revelado nos Oxyrhynchus Papyri, de Grenfell e Hunt. O poema, de autor anónimo, narra as causas do catastrófico incêndio que fez desaparecer a Lusitânia, subvertendo por completo todo o esplendor da sua civilização. Segundo o relato do poeta desconhecido, cujo nome jamais se saberá, uma mulher, a quem chamavam a Feiticeira Cotovia e que afirmava encarnar o Espírito da Cidade, foi condenada às chamas por práticas mágicas duma magia maior e estranha a que ela dava o nome de Poesia (...)”.

Poema de reduzida tiragem, impresso a cor violeta sobre papel rude, e que imediatamente foi apreendido pela PIDE. “(...) a sensualidade, a libertinagem e a falta de senso moral bem verificados, levam sem sobra de dúvida, a não autorizar a sua circulação”.

De raro aparecimento no mercado.

 (Documento retirado de Ephemera, Biblioteca e Arquivo de José Pacheco Pereira)

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