CAVEIRA DA MÁRTIR (A)

CAVEIRA DA MÁRTIR (A)

07100-B1


CASTELO BRANCO (Camilo).— A CAVEIRA DA MARTYR. Terceira edição. Revista pelo Dr. Augusto César Pires de Lima. Pôrto. Livraria Simões Lopes. 1937.12x19 cm. 573-I págs. B.

“(...) Não sei se aprazem as delongas de Dickens, se as nudezas de Flaubert, se as tramoias de Ponson. Ouço dizer que a sentimentalidade é hoje uma vergonhosa miseria. Commover o leitor pelo coração é cousa pouco menos nefanda que anavalhal-o pelas costas. No realismo ha tudo, tirante a verdade das lagrimas. Foliar com a desgraça, arregaçar em hilaridade burlesca as feições retrahidas pela agonia, é escola novissima — dizem elles que é novissima. Eu, ha vinte e quatro annos, remedava essa novidade nos romances e Voltaire. Escrevia a Filha de Arcediago e as Scenas da Foz. Onde isso vai! Como as novidades de agora são antigas! Hoje estou na verdade da dor humana. (...)” 

Lombada cansada.