CONTEMPORÂNEA

15493-L1
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CONTEMPORANEA. Grande Revista Mensal. Director: José Pacheco — Editor: Agostinho Fernandes. Oficinas: Imprensa Libanio da Silva. Lisboa. 1922-1923. 10 números. E.

“A Contemporânea insinuou-se no espaço cultural português no início de Maio de 1915, com um número espécimen que se caracterizava pelo seu ecletismo: a arte, a literatura, o teatro, o desporto, a moda e a sociedade preenchiam as suas páginas. Valorizava, muito ao gosto da época, a imagem, entre reportagens fotográficas de sabor de fim de século e algum grafismo ‘moderno’ em que se ensaiavam Almada, Barradas, Eduardo Viana, Carlos Franco e José Pacheco. Acenava à ditadura com uma mão, com a outra saudava a Igreja, que passava por dificuldades várias, fragilizada pelas incursões jacobinas. A Contemporânea propunha-se ser um lugar de agitação e de convergência de todos os que se interessavam por Portugal e que não dispunham de tribuna onde pudessem aferir opiniões, apresentar sugestões, trilhar novas sendas. (...) Pretendia ser uma ‘revista para gente civilizada, uma revista expressamente para civilizar gente’, terminologia e programa que, na opinião circunstanciada de António Braz de Oliveira, poderá ter muito bem a decada eterna e ‘excessivamente lúcida’ de Fernando Pessoa, nas margens de Orpheu. (...) A contemporânea fez a ligação entre o primeiro e o segundo modernismo literários vindo a lume entre o Orpheu e a Presença (...) — Daniel Pires em Dicionário da Imprensa Periódica Literária do Século XX.

Bela e luxuosa publicação de literatura e arte, impressa em papel de excelente qualidade e amplamente ilustrada com gravuras em madeira, reproduções de pinturas, aguarelas, desenhos, etc., intercalados nas páginas de texto e impressas em folhas à parte.

“(...) Publicou-se em Lisboa de Maio de 1915, data do número espécimen; em Maio de 1922 retomou a sua publicação que se prolongou sem grandes sobressaltos até ao nº 9, de Março de 1923; em 1924 publicou apenas o nº 10; em Março de 1925, veio a lume o 1º suplemento, em formato de jornal, que é uma peça raríssima hoje em dia, prendendo-se esta opção com dificuldades monetárias ou com a doença que insidiosamente minava José Pacheco; em Maio, Junho e Julho /Outubro de 1926 vieram a lume os três números, com menor qualidade literária e , eventualmente, menor tiragem, facto que tornou mais difíceis de se encontrar nos alfarrabistas (...)” — Daniel Pires em Dicionário da Imprensa Periódica Literária do Século XX

Revista das mais representativas de quantas até hoje se publicaram em Portugal, colaboraram os mais altos nomes da literatura e artes do seu tempo, dos quais recordamos os seguintes: Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Mário de Sá-Carneiro, Camilo Pessanha, Carlos Queiroz, António Botto, A. Sardinha, Raul Leal, Mário Saa, Américo Durão, António Ferro, A. Monsaraz, F. Guedes Teixeira, Eugénio de Castro, Aquilino Ribeiro, Teixeira de Pascoaes, Luís de Montalvor, Lopes Vieira, Cândido Guerreiro, Afonso Duarte, José Régio, Leonardo Coimbra, Teófilo Braga, Marinetti, A. Santa-Rita, Amadeu de Sousa Cardoso, António Carneiro, Jorge Barradas, Mily Possoz, Bernardo Marques, Columbano Bordalo Pinheiro, Diogo de Macedo, Eduardo Viana, Ernesto do Canto, Stuart, etc.

O lote que aqui se apresenta é composto pelos 10 primeiros números, faltando-lhe o número espécimen, o suplemento de (Março 1925) e os três últimos  números (Maio, Junho e Julho /Outubro de 1926).

Encadernações em inteira de pele decoradas a ouro nas lombadas e pastas da frente. Preservam as capas das brochuras. Exemplares da TIRAGEM DE 401 EXEMPLARES NUMERADOS E RUBRICADOS PELO DIRECTOR DA REVISTA CONTEMPORANEA, JOSÉ PACHECO.

Outras obras de ou sobre Almada Negreiros no catálogo da In-Libris.