Colecção dos aplausos em prosa, e em verso

26704-L26
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COLLECÇAÕ DOS APPLAUSOS, em prosa, e em verso, consagrados ao excellentissimo, e reverendissimo senhor D. Fr. Joseph Maria da Fonseca e Évora, digniffimo Bispo do Porto, na chegada à sua diocesi, e entrada que fez na cidade, ni dia 5 de Mayo do anno de 1743. Lisboa. M.DCC.XLV. 20,5x27,5 cm. XX-372 págs. E.

PRIMEIRA e ÚNICA EDIÇÃO desta rara obra sobre as cerimónias que tiveram lugar no Porto por ocasião da tomada de posse do novo Bispo. Esta obra é rara, talvez devido a algumas menções positivas aos jesuítas e a uma carta a elogiar o Bispo, escrita por um jesuíta em Roma. Após a supressão da Ordem Jesuíta, o todo-poderoso Marquês de Pombal terá provavelmente olhado com desdém para tais textos.

As páginas 25 a 28 contêm uma magnífica descrição do cortejo, indicando a ordem de chegada, o número de cavalos, as vestes usadas pelos convidados e a decoração dos cavalos.

Fr. Manoel de Oliveira Ferreira (pp. 119-154) é autor de alguns poemas, entre os quais um soneto acróstico (p. 132) e "Enigma: Estrellas, Mitras, sem Bago" (pp. 144-5); para além de escrever em português, inclui alguns versos neolatinos e um poema em italiano; no final do volume (pp. 303-371) encontra-se um longo poema laudatório neolatino da sua autoria, precedido de um argumento em prosa neolatina. Joseph Carlos Pinto de Azevedo contribui com vários poemas (pp. 155-62). Especialmente fascinantes são os poemas de Manoel Ferreira Leonardo chamados labirintos (ou "labirintos" nas pp. 163-71. Martinho Lopes de Moraes Alão, cónego da Sé do Porto, escreve um poema histórico-panegírico em homenagem à cidade do Porto (pp. 173-214). Thomás António de Noronha e Menezes (pp. 215-36) fornece uma longa "narração métrica". heroica da magnifica, e triunfal entrada, que a 6 de Mayo deste anno de 1743, fez ." seguida de um soneto e cinco décimas. Uma "Relação poetica, lyrica, jocoseiria ." anónima encontra-se nas pp. 237-46. Uma oração panegírica neo-latina de P. Josepho de Sampayo pode ser encontrada nas pp. 247-80. Luiz de Sousa de Mendoça fornece epigramas neolatinos (pp. 281-300); enquanto o P. Salvador da Guia (pp. 301-302) faz uma elogia neolatina.As folhas preliminares sem número, de 3 verso a 4 verso, contêm uma Censura do Ordinário de Diogo Barbosa Machado, datada de 2 de maio de 1744, que contém elogios pródigos a este volume e ao seu tema.

Peça de elevada importância para a história eclesiástica da Cidade do Porto.

A encadernação, inteira de carneira, da época, apresenta sinais da idade.


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