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REVISTA POPULAR. Semanário de Litteratura e Industria

06247-L1

REVISTA POPULAR. Semanário de Litteratura e Industria. Lisboa Imprensa Nacional. 1849-1851. 20x26 cm. 4 vols. Enc. em 3.

Redigida por Joaquim Henriques Fradesso da Silveira, José Maria Latino Coelho, Francisco Pereira de Almeida e Augusto José Gonçalves Lima, e que a partir do segundo volume se passa a designar por Revista Popular, Semanário de Litteratura, Sciencia e Industria.
“Proporcionar às classes menos abastadas, que são as mais numerosas da sociedade, por preço a que todos cheguem, um honesto recreio, e um meio de instrucção variada e agradavel, é o fim que se propõe a Revista Popular (...). E não é novo isto em Portugal; bem presentes estão a todos os eminentes serviços que à illustração do nosso paiz fez o primeiro e o melhor dos nossos jornaes populares, o Panorama; (...) A Revista Popular não tem, nem pode ter, as pretenções do Panorama — é mais modesta; mas ha de trabalhar por ser mais util ainda, se é possivel, e mais accessivel a todas as intelligencias. E porque nos não accusem de calarmos o nosso pensamento, seja-nos permittido expôr resumidamente o plano que tencionàmos seguir (...). Os monumentos e edificios que dentro e fora do reino existem, mais notaveis pelo seu interesse historico, pelo merito de sua architectura ou, finalmente, pela util applicação que se lhe houver dado, serão descriptos, acompanhada a descripção da respectiva legenda. Dos varões que pelos seus conhecimentos ou pela suas virtudes bem mereceram da sociedade, faremos na Revista, honrada memoria (...) O romance, é, por assim dizer, uma necessidade em todas as publicações litterario-periodicas; à inserção, pois, de bons romances em que a moral será sempre severamente guardada e venerada consagraremos, proporcionalmente, a maior parte da Revista Popular. (...) Seguir-se-hão poesias escolhidas e mimosas de conhecidos engenhos modernos. Na parte litteratura vária, resumir-nos-hemos ao mais util, deixando aos jornaes especiaes o que é  só proprio do seu instituto. Nos conhecimentos uteis limitar-nos-hemos a apontar as invenções e processos recentes de mais reconhecida utilidade geral. Finalmente, rematarão cada número do jornal uma charada e um enigma pittoresco, cousas hoje muito gostadas da maxima parte dos leitores (...)”
Profusamente ilustrada.
Apesar de haver indicação que a revista se prolongou até 1855, é uma peça de raro aparecimento no mercado, sobretudo a partir do terceiro volume, uma vez que a sua divulgação em fascículos dificulta a sua colecção e conservação até aos nossos dias. 

Encadernações com lombadas em pele, desiguais e cansadas, decoradas a ouro, tendo a do segundo volume falha na lombada. O primeiro volume é uma segunda edição (1849), sendo os restantes da edição original. A necessitar encadernação ou restauro.

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