ONDE TUDO FOI MORRENDO

ONDE TUDO FOI MORRENDO

10886-R-B1
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FERREIRA (Vergílio).— ONDE TUDO FOI MORRENDO. Romance. Coimbra Editora, Ldª. 1944. 13,5x19 cm. VIII-436-II págs. B.

Primeira e rara edição de uma das primeiras obras de Vergílio Ferreira, da qual deixamos as primeiras linhas: "Pela janela aberta vem a poesia da dispersão. Tudo se calou naquela hora sombria. E longa. As árvores quedaram-se, transidas de frio, de braços nus erguidos ao céu. Mas o céu escondera-se porque os ventos lhe tinham desdobrado nuvens espêssas pela curva abatida. Então os homens ficaram tristes, olhando, em silêncio, a planície sem fim. Rostos enegrecidos, barba crescendo, negra e negra, sempre crescendo, olhos necessitados inundando o ar... Pelo céu recôncavo ecoam uivos fundos de cães que choram lá para as bandas do cabo do mundo. Lamentos de uma angústia tôrva. Por isso o azul do céu foi sorrir para as terras do Sol. E a aldeia começou a fugir também para as terras do Sol. Só aquela janela aberta olha a tristeza das árvores abandonadas e derrama na saleta escurecida a desolação do Outono.(...)."

Capa de Regina Kaspizykowi, mulher de Vergilio Ferreira.

Integrada na colecção Novos Prosadores, que lançou os primeiros romances do neo-realismo português.

Livro apreendido pela censura.

Capa da brochura com sinais de manuseamento.