Livro - CRÓNICA DO DESCOBRIMENTO E CONQUISTA DA GUINÉ

CRÓNICA DO DESCOBRIMENTO E CONQUISTA DA GUINÉ

11172-LL
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AZURARA (Gomes Eanes de).— CHRONICA DO DESCOBRIMENTO E CONQUISTA DA GUINÉ. Escrita Por Mandado de ElRei D. Affonso V sob a direcção scientifica, e segundo as instrucções do illustre Infante D. Henrique. Pelo... Fielmente transladada do manuscrito original contemporaneo, que se conserva na Biblioteca Real de Pariz, e dada pela primeira vez à luz per diligencia do Visconde da Carraira, enviado extraordinario, e Ministro Plenipotenciario de S. Majestade Fidelissima na corte de França. Precedida de uma introcucção, e illustrada com algumas notas, pelo Visconde de Santarem. É seguida de um Glossário das palavras e phrases antiquadas e obsoletas. Pariz. Publicada por J. P. Aillaud. 1841. 14,5x22 cm. 474-II págs. E.

Primeira edição desta obra, sobre a qual Inocêncio diz o seguinte: "(...) Chronica do descobrimento e conquista de Guiné, escripta por mandado d’elrei D. Affonso V, sob a direcção scientifica e segundo as instrucções do illustre infante D. Henrique. — Fielmente trasladada do manuscripto original contemporaneo, que se conserva na Bibliotheca Real de París, e dada pela primeira vez á luz por diligencia do Visconde da Carreira. Precedida de uma introducção, e illustrada com algumas notas pelo Visconde de Santarem, e seguida de um Glossario das palavras e phrases antiquadas e obsoletas (por J. I. Roquete). Paris, na Offic. Typ. de Fain & Thunot 1841. De XXV - 474 pag., com o retrato do infante, e um fac-simile do manuscripto original.(...) Esta Cronica, que Azurara concluiu no ano de 1453, havia desapparecido de tal sorte que o mesmo Barbosa ignorou a existencia dela. Um manuscripto coetaneo, que por inducções bem cabidas se presume ter sido dado pelo proprio rei D. Affonso V a seu tio, do mesmo nome, rei de Nápoles, pelos anos de 1453 a 1457, foi parar finalmente (não se sabe como, nem quando) à Bibliotheca de Paris, onde pela primeira vez deu dele notícia o sr. Ferdinand Denis. É por este que se fez a referida edição, na verdade magnifica, e da qual se fizeram duas tiragens em papel diverso, sendo uma no formato de folio, e outra no de 8.º gr. Tambem se tiraram alguns ricos [5] exemplares em pergaminho, dos quaes possue um a Bibliotheca Nacional de Lisboa. O retrato do infante D. Henrique, que acompanha esta edição, passa por ser o unico verdadeiro, e contemporaneo d’aquelle celebrado principe. Quanto ao merecimento de Gomes Eannes como historiador, ainda que elle esteja em grau inferior a Fernão Lopes, não deixou de fazer com seus escritos bom serviço á litteratura pátria. Do seu estilo e ordem, diz Damião de Goes, «que usára de palavras e termos antigos, com razoamentos prolixos e cheios de metaforas ou figuras, que no estilo historico não têm logar». Porém João de Barros mostra-se de opinião contrária, afirmando «que ele bem merecera por sua diligência o nome do officio que teve, e que se alguma coisa há bem escrito das cronicas deste reino, é da sua mão, etc.(...)” vol. III, 148.

Ilustrado com um retrato do Infante D. Henrique.

Encadernação da época, com sinais de uso, principalmente na lombada, decorada  a ouro nas pastas e lombada. Possui dois ex-libris colados na contracapa da pasta da frente.  Duas assinaturas de posse, antigas no frontispício, sendo uma do Conde de Ficalho e outra de Armando Cortesão. Alguma acidez característica da composição do papel.