Livro - CARTA ABERTA A SALAZAR

CARTA ABERTA A SALAZAR

13832-B1


GALVÃO (Henrique).— CARTA ABERTA A SALAZAR. Edição do Movimento Nacional Independente. (Tipografia Manholas. Santa Comba Dão Sucursal do Rio de Janeiro). 1959. 12x16,5 cm. 108 págs. E.

“Pois é verdade, meu caro Manholas Júnior: evadi-me das tuas garras, dos teus ódios incansáveis, da tua Gestapo toda poderosa e seus algozes, das tuas mordaças, dos teus juízes e tribunais especiais, dos teus tiranetes enriquecidos e condecorados, dos teus gordos tubarões e idolátras mercenários, das tuas ‘notas do dia’ e ‘notas oficiosas’, do teu exército de ocupação e respectivos generalecos, das tuas prisões e campos de concentração, do teu mercado de favores. dos teus discursos sem resposta, das tuas mentiras magistrais, da tua corte de vampiros e cretinos, dos teus venais e pederastas, dos teus negreiros, dos teus eufemismos tartufescos, da tua  Idade-Mádia — enfim, da tua Oligarquia, da tua Fazenda, do teu Rebanho. Safe-me pelos meus próprios meios, sem colaboradores nem cúmplices, rompendo fàcilmente o cerco da tua PIDE, da tua tropa amedrontada, das tuas manadas de denunciantes — e ainda de outro cerco menos aparatoso de uma multidão de pobres castrados, medrosos, que me recomendavam ‘prudência’ e ‘paciência’ e até, por vezes, na sua apagada e vil tristeza, a rendição, ou uma paz de compromisso (...)”.

Pode ler-se ainda:

“Desta ‘Carta’ tiraram-se quinhentos exemplares em papel especial, numerados e rubricados pelo autor, cuja receita se destina a custear as despesas de edição e a alimentar um fundo de amparo a presos políticos”

Primeira edição desta carta sarcástica, redigida primorosamente, e que foi imediatamente apreendida pela PIDE. Posteriormente, em 1960, saiu uma edição, impressa na Venezuela.

Encadernação em sintético. Preserva as capas da brochura.