BRANCO E NEGRO (2 anos)

12895-L1
  • 200,00 €


BRANCO E NEGRO. Semanario Illustrado. Lisboa. 1896-1898. (A. M. Pereira Editor). 22,5x30 cm. 52 números. Enc. em I.

São os dois primeiros anos desta publicação que veio a lume em Abril de 1896 e que terminou, 104 números depois, em Março de 1898.

Com uma cadência mensal, aborda diversas áreas: literatura, história, arte, teatro, ciências, desportos, actualidades, etc., ostentando nas suas páginas a colaboração dos mais prestigiados autores da época, tais como: Ramalho, Cesário Verde, Antero, Eça de Queiroz, Trindade Coelho, Junqueiro, Fialho, Gomes Leal, Oliveira Martins, Hamilton de Araújo, B. Lopes (Brazileiro), Eugénio de Castro, Bulhão Pato, Wenceslau de Morais, António Nobre, Gervásio Lobato, Heliodoro Salgado, Júlio Brandão, Leite de Vasconcelos, Ana de Castro Osório, Sampaio Bruno, Sousa Viterbo, Carlos Malheiro Dias, Rocha Peixoto, Fausto Guedes Teixeira, Júlio Dantas, Padre Sena Freitas, António Feijó, José Duro, Magalhães Lima, Olavo Bilac, Adolpho Portella, Alberto Pimentel, Machado de Assis, Coelho Netto, Teixeira de Queiroz e muitos outros.

De referir a presença, a partir do nº3, da secção Histórias para Crianças que era alimentada com contos de autores contemporâneos, como Ana de Castro Osório, Henrique Marques Júnior, Joaquim de Mattos Rosa, José Sarmento, Travassos Lopes, e muitos outros, e com lendas populares enviadas por leitores ou recolhidas por estudiosos.

Ilustrada com centenas fotografias, desenhos, caricaturas, pinturas de artistas notáveis, portugueses e estrangeiros, como Roque Gameiro, Diogo Silva, Columbano, A. Forestier, Kandler, Celso Hermínio (caricaturista), Jorge Colaço, Jorge Leal da Câmara, Arnaldo da Fonseca, Carlos Relvas, Emílio Biel, etc.. Possui ainda uma vasta secção recreativa com jogos, truques e curiosidades bem como uma ampla secção de publicidade.

“(...) Concluímos, pois, que o Branco e Negro foi um projecto editorial arrojado, que procurou combinar dois objectivos diferentes: um, de natureza comercial, que estava relacionado com divulgação e a promoção do catálogo da Livraria AMP; outro, de feição mais recreativa e formativa, que procurava inculcar nos leitores uma perspectiva de sociedade mais humana e solidária, mais democrática mas também mais empreendedora ou dinâmica. Mas essa não foi a única síntese que perseguiu. Também procurou conciliar o ambiente cultural do país, que se empenhava na busca do código genético da raça, com uma postura mais aberta, mais atenta à cultura e às experiências de outros povos, aos avanços das ciências e ao progresso. Nesse sentido, conjugou a tradição com a modernidade (...)”em Hemeroteca digital .

Encadernação denotando uso, com lombada em pele. A folha 13-14 do nº 14, tem uma falha de papel, junto ao pé, com ligeiro prejuízo de texto.