Loja da In-Libris

ARQUIVO NACIONAL

07444-L1

ARQUIVO NACIONAL. (Arquivo de História Antiga e de Crónicas Contemporâneas). Director, Rocha Martins.  Lisboa. 1932- 1942. nº 0,  ao nº 573. onze vols. 24x33 cm. E.

“O Nacional tem um lema: bem servir a Pátria. Claro que não é um semanário anodino. Para isso escusava de aparecer. Tem intentos, vontades, aspirações. Dirige-o quem, tendo vivido sózinho a mór parte da sua existência e servindo um único senhor, o público, já agora não mudará nem de processos nem de amo. (...) Por isso o Nacional aparece com êste programa: bem servir a Pátria. E como para a bem servir é necessário conhecê-la nas suas tradições, nos seus lances,  nas suas grandezas e nas suas desgraças, lembrámo-nos de, numa fôlha volante, barata, sem luxos, mas aceada, limpinha, propagandear a História de Portugal de forma a instruir o povo, sendo um auxiliar para os escolares, a entreter ócios, não sendo uma saca de erudição como as escritas pelos académicos nem romantizada em suas verdades como num folhetim, mas natural, viva, ardente, brava, a História da nossa terra que canta nas águas e nos ares antes de cantar nas almas. Assim o Nacional dirá do passado que foi epopeia dos navegadores, hoje conglobada na marinha de guerra e mercante; o que representaram as batalhas doutros tempos, evocando os exércitos de então e os da actualidade; mistérios dos palácios, lances de aventureiros, lágrimas de princesas (...). Dêste modo o Nacional constitui um album onde os estudiosos podem aproveitar, os amigos da leitura divertir-se e as crianças encontram pàginazitas simples nas quais, em vez de contos de fadas, se lhes narra a mais surpreendente das Histórias: a de Portugal. (...)”
Publicado de 1932 a  30 de Dezembro de 1942, editado por Américo de Oliveira e dirigido por Rocha Martins — posteriormente por Gomes Monteiro e Alberto Calderon Diniz, é, sem dúvida, um importante e vastíssimo repositório de acontecimentos históricos de todas as épocas, documentado com milhares de gravuras, retratos e fac-símiles. E se é certo que privilegiou  os assuntos de cariz histórico, não descuidou a literatura, com artigos contemplando a obra de Camões, Bocage, Alexandre Herculano, Teófilo Braga, António Verney entre muitos outros. Especial atenção mereceu ainda a Inquisição dissecada nas páginas desta publicação.
Colecção completa .

Encadernações simples. Pequena marca de fita-cola na capa da brochura do número zero.

Liquid error: Could not find asset snippets/punchtab-snippet.liquid