ÁGUIA (A). Vol. 1 e Vol. II — 2.ª série

11919-B1
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A ÁGUIA. Orgão da Renascença Portuguesa. Vol. 1 e Vol. II —  2.ª série. Pôrto. 1912. 16x24 cm. 220 págs. Enc. em I.

Revista ilustrada publicada no Porto de 1 de Dezembro de 1910 a Junho de 1932, num total de cinco séries. Ao longo dos seus 22 anos de existência, conheceu diversos directores como por exemplo Álvaro Pinto, Teixeira de Pascoaes, António Carneiro, Leonardo Coimbra, entre outros.

“(...) A Águia foi publicada na sequência da implantação da República, facto que indica a preocupação de contribuir para a construção de uma sociedade mais consentânea com os valores humanistas. Retomou a experiência com laivos anarquistas da Nova Silva e de o jornal A Vida. Constituía o porta-voz da Renascença Portuguesa, sociedade que se manifestava contra a abulia e o pessimismo nacionais — uma ‘apatia sonolenta de frade bem jantado’ (Teixeira de Pascoaes) — e pugnava pelo estudo circunstanciado e rigoroso das nossas raízes culturais, da tradição, da idiossincrasia verdadeiramente portuguesa. Defendia ainda aquela organização um ‘paganismo espiritualista’ (Leonardo Coimbra) e o ‘pensamento saudosista’ que se opunha ao ‘pensamento quixotesco. (...) Numa conferência proferida em 1914, Teixeira de Pascoaes traçou com rigor o escopo da Renascença Portuguesa, que apresentava dois fins: ‘um imediato de educação nacional e outro mediato: o advento da Era Lusíada (...)” — em Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX, Daniel Pires.

Profusamente ilustrada nas páginas de texto e em folhas à parte.

Primeiro e segundo volumes respeitantes ao primeiro ano (1912) da segunda série desta importante publicação. Refira-se que como nos diz Daniel Pires: “(...) Esta foi a série de maior relevo no historial d’A Águia, pois que contou com personalidades cujo valor era insofismável (...)”. São elas: António Sérgio, Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa, entre outras.

Encadernação denotando alguma sujidade.