ULTIMATUM BRITÂNICO (O)

ULTIMATUM BRITÂNICO (O)

11497-X
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ULTIMATUM BRITTANNICO (O). Correspondencia expedida e recebida pela Sociedade de Geographia de Lisboa relativamente ao Ultimatum dirigido ao Governo Portuguez pelo Inglez em 11 de Janeiro de 1890. Lisboa. Imprensa Nacional. 1890. 16,5x25 cm.  250 págs. B.

"(...) Ao passo que alguns aventureiros e agentes britannicos açulavam contra as nossas expedições scientificas um regulo embrutecido e usurpador, a politica ingleza, — a politica de uma nobre nação europêa, — intimava-nos imperiosamente, como um direito que não se fundamentava, aquellas pretensões e cobiças. Esta é, a breves traços, a verdade da situação, larga e irrecusavelmente evidenciada por todos os documentos dignos de fé que temos exhibido e continuaremos a offerecer ao criterio imparcial do mundo e da historia. (...) É contra este facto insólito, que affronta a nossa independencia secular e reconhecida por todas as nações, a nossa leal e constante cooperação nos progressos do direito moderno, os nossos sentimentos de homens livres e civilisados, de estudiosos e trabalhadores honrados, é contra este facto monstruoso, pelo qual uma grande nação europêa ao terminar o seculo XIX se mostra disposta a retomar o papel da vela pirataria argelina ou dos bucaneiros das Antilhas, é contra esta coacção brutal e indigna, que a direcção da Sociedade de Geographia de Lisboa, em nome d’esta, vem depor no seio das suas irmãs scientificas, o mais solemne e formal protesto perante a sciencia, perante a consciencia universal, perante a solidariedade da civilisação moderna (...)”.

Importantíssima obra no que respeita à documentação deste célebre Ultimatum que contribui para o descrédito da monarquia e condicionou a evolução política para a República. Como curiosidade, “A Portuguesa”, (composta em 1890, com letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil, e proibida pelo regime monárquico),  que a República, em 1910, adoptou como hino nacional, (substituindo o Hymno da Carta, escrito pelo Rei D. Pedro e que vigorou entre 1834 e Outubro de 1910) estaria  inicialmente, o termo “bretões” que mais tarde se alterou para “canhões”: “(...)” Às armas, às armas! Sobre a terra, sobre o mar, Às armas, às armas! Pela pátria lutar! Contra os Bretões marchar, marchar! (...)”.

De raro aparecimento no mercado.

Capa da brochura denotando uso, tendo ligeiras falhas de papel. Miolo em bom estado, apenas levemente amarelecido. Assinatura de posse, antiga, no frontispício.