Livro - GRAFITOS LITERÁRIOS E ESTADO NOVO

GRAFITOS LITERÁRIOS E ESTADO NOVO

08389-L1
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NOGUEIRA (Carlos).— GRAFITOS LITERÁRIOS E ESTADO NOVO. Apenas Livros Lda. (Lisboa 2004). 14,5x21  cm. 42-II págs. B.

“O Comportamento político do homem português moderno não depende apenas de actores que se destacam da massa populacional anónima pelas ideologias e pelos actos propostos ou impostos, nem se reflecte somente em decretos, leis, manifestos ou artigos de opinião. O grafito verbal português, seja na específica tessitura estrutural semântica, enquanto texto estético-literário em si mesmo, seja na projecção no universo sociopolitico com o qual interage, dele se alimentando e devolvendo-lhe imagens jocosas, irónicas e satíricas, consubstanciou  sentimentos, emoções, pensamentos, aspirações e expectativas daqueles que se opuseram ao regime ditatorial salazarista, activo quarenta e oito melancólicos e intermináveis anos (1926-1974)(...) De entre os grafitos que se celebrizaram ao serviço da luta antifascista, um dos mais pragmáticos do género é sem dúvida aquele em que António Oliveira Salazar é impiedosa e carnavalescamente ridicularizado: Entre um pato e Salazar/ Há uma diferença bruta/ O pato é filho da pata/ Salazar é filho da... puta (...)”.

Pequeno estudo onde se analisa este, e outros grafitos.

Edição de produção artesanal com tiragem limitada a 150 exemplares.