Livro - SEARA NOVA

SEARA NOVA

06929-L1
  • 6.500,00 €


SEARA NOVA. Revista Quinzenal de Doutrinação e Crítica. (Primeiro Corpo Directivo: Aquilino Ribeiro, Augusto Casimiro, Faria de Vasconcelos, Ferreira de Macedo, Francisco António Correia, Jaime Cortesão, José de Azeredo Perdigão, Camara Reys, Raul Brandão, e Raul Proença.). Empreza de Publicidade Seara Nova. 1921-1984.  81 vols. 22,5x33,5 cm. E.

“A SEARA NOVA representa o esfôrço de alguns intelectuais, alheados dos partidos políticos mas não da vida política, para que se erga, acima do miserável circo onde se debatem os interêsses inconfessáveis das clientelas e das oligarquias plutocráticas, uma atmosfera mais pura em que se faça ouvir o protesto das mais altivas consciências, e em que se formulem e imponham, por uma propaganda larga e profunda, as reformas necessárias à vida nacional.(...)”.
Assim se lê no edital do primeiro número desta revista vinda a lume no dia 15 de Outubro de 1921.
Revista que, pelas suas características e responsabilidade na formação intelectual, política e cívica dos portugueses — sobretudo de 1921 a 1974, —  foi muito mais que uma revista de “doutrina crítica”, como se apresentou de início, ela constituiu o principal orgão de intervenção na vida social e política dos sucessivos grupos de pessoas que dela fizeram parte.
A 1ª série prolongou-se até ao número duplo datado de Dezembro de 1978/Janeiro de 1979; de Outubro de 1980 a Dezembro de 1984 passaram a ser publicados anualmente números simbólicos, apenas com a finalidade de manter o título (números 1600 a 1604). Uma segunda série haveria de vir a lume no Verão de 1985, mas que não consta desta colecção.
Recheada de milhares de artigos dos mais prestigiados autores contemporâneos como: Adolfo Casais Monteiro, Agostinho da Silva, Alberto Vilaça, Alexandre Cabral, Alves Redol, António Sérgio, Armando Castro, Assis Esperança, Augusto Abelaira, Bento de Jesus Caraça, Blasco Hugo Fernandes, Fernando Lopes Graça, Fernando Namora, Francine Benoît, Francisco Pereira de Moura, Gago Coutinho, Gilberto Lindim Ramos, Hernani Cidade, Irene Lisboa, Rodrigues Miguéis, José Saramago, José Gomes Ferreira, Magalhães Godinho, Magalhães Vilhena, Manuel Mendes, Manuel Machado da Luz, Mário Azevedo Gomes, Mário Dionísiso, Mário Sacramento, Mário Sottomayor Cardia, Mário Ventura, Jorge Peixinho, Jorge de Sena, Rogério Fernandes, Rui Grácio, Santana Dionísio, Sarmento de Beires, Urbano Tavares Rodrigues ou Vitorino Nemésio entre tantos outros. De prestigio, são igualmente os inúmeros de artistas plásticos que nesta revista intervieram: Abel Salazar, Barata Feio,  Diogo Macedo, Henrique Pousão, João Abel Manta, Júlio Pomar, Leal da Câmara, Lima de Freitas, Maria Keil, Nikias Skapinakis, Pedro Jorge Pinto, entre outros.
Durante o período fascista, foi frequentemente alvo dos serviços de Censura, que obviamente lhe impunham cortes  e proibições,  além de ter alguns dirigentes e colaboradores detidos na prisão de Caxias  e inúmeros  processos por edições de livros considerados subversivos.

Boas encadernações inteiras de material sintético preto, com dizeres gravados a ouro nas lombadas e pastas da frente. Capas das brochuras conservadas, sendo na sua maioria ilustradas pelos mais representativos artistas portugueses da época.